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“O Feitiço do Tempo: A crise financeira de 2007/2008 nas telas do cinema”: Marcelo Dias Carcanholo, João Leonardo Medeiros

Film Fall PreviewResumo
Passado um bom tempo do estouro da atual crise do capitalismo, ainda não é claro se a crise foi superada ou se continua entre nós, provocando a quebra financeira da Europa. Três produções estadunidenses são particularmente hábeis ao expor o jogo financeiro sujo e irresponsável que funcionou como gatilho da crise: Capitalismo: uma história de amor (2009), de Michael Moore; Wall Street: o dinheiro nunca dorme (2010), de Oliver Stone; e Trabalho Interno (2010), de Charles Ferguson. O propósito do artigo é contrastá-las, discutindo a  capacidade dos filmes em (1) associar a crise ao funcionamento regular do capitalismo; (2) perceber a desarticulação, no plano teórico e prático, da mobilização anticapitalista como elemento decisivo do atual estágio do capitalismo; e (3) vislumbrar uma superação da crise para além dos marcos do próprio pensamento conservador, hoje pendendo para as costumeiras demandas por regulação estatal.

Palavras-chave: crise; capitalismo contemporâneo; cinema; estranhamento; alienação.

Abstract

It has been some time since the bursting of the current crisis of capitalism but it is still not clear if it has been overcome or is still among us, causing the financial breakdown of Europe. Three US productions are particularly able in exposing the irresponsible financial game that functioned as the crisis’ trigger: Capitalism: a love story, of Michael Moore; Wall Street: money never sleeps, of Oliver Stone; and Inside Job, of Charles Ferguson. The paper compare these productions, discussing their capacity to (1) associate the crisis to the regular functioning of capitalism; (2) perceive the disarticulation of the anti-capitalist mobilization as a decisive element of the current stage of capitalism; and (3) discern an overcoming of the crisis beyond the limits the conservative thought, now leaning toward the custom demands for state regulation.

Keywords: crisis; contemporary capitalism; movies; estrangement; alienation

A crise do capitalismo desencadeada pelo craque financeiro de 2007/2008 é apontada por especialistas das mais variadas procedências teóricas como uma das mais agudas de todos os tempos. Explodindo no coração do capitalismo, os EUA, a crise provocou consequências sociais trágicas, como o aumento do desemprego, a pulverização instantânea de economias familiares e a perda de habitações financiadas ou refinanciadas em contratos extorsivos. Passados mais de seis anos, ainda não está claro se a crise foi superada ou se continua entre nós, provocando a quebra financeira da Europa. O mais provável, inclusive, é que a chamada crise das dívidas soberanas, na zona do euro, seja a nova forma de manifestação daquela crise iniciada anos atrás.


Trata-se, portanto, de um episódio histórico que, como tem ocorrido com os episódios históricos da atualidade, recebeu registro quase imediato do cinema. Três produções estadunidenses são particularmente hábeis ao expor o jogo financeiro sujo e irresponsável que funcionou como gatilho do espocar da crise: Capitalismo: uma história de amor (2009), de Michael Moore; Wall Street: o dinheiro nunca dorme (2010), de Oliver Stone; e Inside job [Trabalho interno] (2010), de Charles Ferguson.


O propósito do artigo é contrastar essas três produções, observando-as não como denúncias (fundamentais que são) da conduta corrupta, elitista, individualista e mesquinha dos sujeitos no comando das corporações financeiras e de seus braços estatais ou para estatais, mas como interpretações, ainda que limitadas, das causas da crise. Neste contraste, o foco recai sobre a capacidade dos filmes em (1) associar a crise ao funcionamento regular do capitalismo; (2) perceber a desarticulação, no plano teórico e prático, da mobilização anticapitalista como elemento decisivo do atual estágio do capitalismo (em que a ação sem limites do capital financeiro aparentemente tem acelerado a produção de crises); e (3) vislumbrar uma superação da crise para além dos marcos do próprio pensamento conservador, hoje pendendo para as costumeiras demandas por regulação estatal.
Para tanto, cremos necessária uma apresentação inicial e introdutória da teoria de Marx sobre o fenômeno das crises, uma vez que esta é a referência teórica para o contraste entre as três produções cinematográficas, e entre estas e a realidade atual do capitalismo.


Artículo completo en pdf: O Feitiço do Tempo: A crise financeira de 2007/2008 nas telas do cinema

Fuente: Marx e o Marxismo

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