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“O Capital Monopolista-Financeiro e a Grande Recessão”: Alex Wilhans Antonio Palludeto, Rogerio P. de Andrade

PB1849Resenha Bibliográfica: FOSTER J. B.; MAGDOFF, F. The Great Financial Crisis: Causes and Consequences. New York: Monthly Review Press, 2009.

A análise econômica marxista é marcada pela existência de abordagens reconhecidamente distintas. Há controvérsias recorrentes acerca do significado de quase todo o legado de Marx e de sua adequação para a compreensão dos fenômenos econômicos modernos. As inúmeras interpretações sobre a crise recente que o tomam como principal referência ilustram a pluralidade e a vitalidade que caracterizam a  economia política marxista.

Embora não exista na obra de Marx de forma bem articulada e sistematizada uma teoria geral da crise capitalista, este tema é objeto recorrente de análise na economia política marxista. Não é surpresa, portanto, que a última grande crise do capitalismo, conhecida como “Grande Recessão”, seja área de estudos de uma ampla gama de teóricos marxistas contemporâneos, como, por exemplo, David Harvey, Andrew Kliman, Gerard Duménil, John Foster e Fred Magdoff, para citar alguns.

Um aspecto central das teorias das crises capitalistas de inspiração marxista é que as crises são o resultado da operação das contradições inerentes ao modo de produção capitalista.

Elas não se originam de eventos que ocorrem fora do sistema econômico, mas emergem em virtude do seu próprio desenvolvimento. A questão que então se coloca é: quais são essas contradições? A identificação daquela que se crê central na explicação da crise é o que separa as várias abordagens marxistas sobre o tema. Neste sentido, na literatura econômica marxista existem três vertentes mais gerais que procuram explicar a natureza das crises: a teoria do subconsumo (por ex., Rosa de Luxemburgo, Paul Sweezy), a das desproporções interdepartamentais (Rudolf Hilferding) e a baseada na lei da tendência à queda da taxa de lucros (Paul Mattick, David Yaffe).

A tradição teórica inaugurada pela publicação, em 1966, do consagrado livro Capital Monopolista, de autoria de Paul Baran e Paul Sweezy, representa, hoje, uma dessas correntes. Veiculada, sobretudo, pela revista Monthly Review, a qual Sweezy ajudou a fundar, em 1949, e na qual se manteve como editor até o seu falecimento, em 2004, esta abordagem, também conhecida como “Escola do Capital Monopolista”, tem sido desenvolvida e aplicada a um conjunto variado de fenômenos econômicos, entre os quais a crise recente.

A visão mais elaborada sobre o que seus autores chamam de Grande Crise Financeira, a partir dessa corrente interpretativa, encontra-se no livro The Great Financial Crisis, de John Bellamy Foster e Fred Magdoff, de 2009.1 Da introdução e dos seis capítulos que compõem o livro de Foster e Magdoff, apenas aquela e o último capítulo foram redigidos exclusivamente para o livro. Os demais, originalmente publicados na Monthly Review sob a forma de artigos entre 2006 e 2008, foram reproduzidos sem alterações.

Reseña completa en pdf: O Capital Monopolista-Financeiro e a Grande Recessão

Estud. Econ., São Paulo, vol.44, n.4, p.881-888, out.-dez. 2014
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