Inicio > Filosofía marxista, Teoría crítica acumulada > “Materialismo Militante – Meios Dialéticos”: Evald Vasilievich Ilienkov

“Materialismo Militante – Meios Dialéticos”: Evald Vasilievich Ilienkov

Último artigo publicado em vida por Ilienkov, em 1979, na revista Kommunist (n.6, pp. 47-60), dedicado ao 70º aniversário de publicação de Materialismo e Empiriocriticismo de Vladimir Ilitch Lenin. Foi traduzido para o inglês por Evgeni V. Pavlov, professor da Metropolitan State University of Denver, e fará parte da coleção Intelligent Materialism: Essays on Hegel and Dialectics (editora Brill, 2014), que contará com diversos textos de Ilienkov, traduzidos e editados por Evgeni V. Pavlov. Direitos de reprodução: licenciado sob uma licença Creative Commons.

Tradução do inglês: Marcelo José de Souza e Silva



“Mas será que o respondente aceita que a filosofia do marxismo é o materialismo dialético?” – assim Lenin demandou persistentemente uma resposta direta de Bogdanov em maio de 1908, salientando decisivamente estas duas palavras chave. Não somente “materialismo”, desde que o materialismo sem a dialética nas condições contemporâneas não pode ser chamado “derrotando”, mas sim derrotado, e dialética sem materialismo é inevitavelmente transformada em uma arte puramente linguística de transformar os conceitos, afirmações, termos geralmente aceitos, de dentro para fora, há muito conhecido como sofismo. E somente dialética materialista e somente materialismo dialético, somente a unidade orgânica da dialética com o materialismo equipa o pensamento com capacidade e habilidade para criar uma imagem objetivamente verdadeira do mundo externo, com capacidade e habilidade para refazer esse mundo de acordo com as leis objetivas e tendências de seu próprio desenvolvimento. Esse é o pensamento chave de todo o entendimento de Lenin da filosofia que ele consistentemente explorou nos capítulos de seu livro brilhante.


A significância de Materialismo e Empiriocriticismo para a história de nosso século não acaba com o fato de que aqui, de uma vez por todas, chegou ao fim “uma filosofia reacionária” e suas pretensões do papel de “filosofia da ciência natural contemporânea” e “toda ciência contemporânea”. Muito mais importante foi o fato de que na polêmica com essa filosofia reacionária, Lenin claramente articulou seu próprio entendimento positivo de todos os problemas essenciais colocados diante da filosofia marxista pelos eventos da época contemporânea – a época das grandes revoluções em todas as esferas da vida humana: na economia, política, ciência e tecnologia – todo lugar formulando categoricamente os princípios fundamentais para resolver estes problemas e apresentando a lógica de como achar suas soluções. Foi necessário afirmar claro, distinta e inequivocamente para o partido, para o país e para todo o movimento trabalhador internacional de que foi somente o bolchevismo como posição estratégica e tática na revolução que tinha como sua fundamentação teórica a filosofia de Marx e Engels, e, portanto, que somente o bolchevismo era o descendente direto do trabalho dos fundadores do marxismo na política, economia política e filosofia.
Devemos insistir neste ponto porque o conteúdo deste trabalho vivamente polêmico é, algumas vezes, entendido de forma muito estreita e unilateral e, portanto, incorretamente. E isso é feito não somente pelos inimigos do marxismo revolucionário, mas também por alguns de seus “amigos”. Assim, Roger Garaudy (e ele não é o primeiro ou o único desses autores) que em seu livro Lenin condescendentemente permite que Materialismo e Empiriocriticismo contenha a exposição dos básicos do materialismo em geral, mas que eles são alegadamente não as bases do materialismo especificamente marxista, desde que eles não estão conectados diretamente com a “dialética”, e assim por diante. De acordo com Garaudy, Lenin somente se interessou pela “dialética” mais tarde, durante o período de seus “Cadernos Filosóficos” e naquela época ele mudou sua atitude sobre o materialismo e idealismo, limitando substancialmente as prerrogativas de seu princípio de reflexão. Esta é uma clara falsidade em relação ao entendimento de Lenin da dialética.


A isso podemos adicionar que Lenin nunca mudou sua atitude em relação ao idealismo. Idealismo, em sua visão, sempre permaneceu um inimigo mortal tanto do movimento revolucionário como do progresso científico, um inimigo mais perigoso quando mais cuidadosamente ele apresenta a si mesmo como um amigo ou um aliado. A essência do idealismo permanece a mesma, esteja ele conectado com “deus” ou o “espírito absoluto”, o “complexo de sentimentos” ou o sistema de formas da “experiência socialmente organizada”. Em qualquer caso, é um “complexo de ideias nascida da opressão burra dos seres humanos pela natureza externa e exploração de classes, ideais que fortalecem essa opressão, que colocam para dormir a luta de classes” – explica Lenin à Maxim Gorky, que na época estava encantado com a filosofia de Bogdanov.


Artículo Completo

  1. Aún no hay comentarios.
  1. No trackbacks yet.

Deja un comentario

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión / Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión / Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión / Cambiar )

Google+ photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google+. Cerrar sesión / Cambiar )

Conectando a %s

A %d blogueros les gusta esto: